quinta-feira, 15 de julho de 2010

Navegando con el Sol

Escrito por: wwf el 14 Jul 2010 - URL Permanente

El WWF Solar, un catamarán de 14 metros de eslora cuya única fuente de energía es la luz del sol, leva anclas para impulsar el uso de la energía solar y divulgar la importancia de conservar los valores naturales de nuestros mares y costas. Como primera escala, la campaña Embárcate amarrará cabos en el litoral murciano, visitando algunos de los últimos espacios naturales que todavía permanecen ajenos al salvaje desarrollo urbanístico que ha maltratado esta franja de la costa española desde principios de los años 60. La Asociación de Naturalistas del Sureste (ANSE), con su velero el Else, colaborará durante 10 días para juntos dar a conocer los valores naturales de estos espacios naturales, desde el fondo de los mares hasta la copa de los árboles.

Águilas, Mazarrón, Cartagena y Cabo de Palos son los puertos elegidos para esta primera aventura en que las dos organizaciones reivindicarán la importancia ecológica de lugares como Cabo Cope, Cabo Tiñoso o la Manga del Mar Menor. Las actividades: salidas en el WWF Solar y el Else, inmersiones de buceo, exposiciones fotográficas, charlas, juegos infantiles, exhibición de pesca artesanal, concentración de veleros...

El WWF Solar está equipado con 65m2 de placas solares y puede navegar ininterrumpidamente a una media de 5 nudos. Sus baterías tienen una autonomía de aproximadamente 90 millas náuticas, el equivalente a unas 18 horas de navegación nocturna. En el año 2007 la asociación suiza Transatlantic21 demostró con el barco Sun 21 (actual WWF Solar) que es posible cruzar el Atlántico con energía solar, sin contaminar y apostando por la innovación y el desarrollo de combustibles no fósiles. La hazaña se realizó en 5 meses tras recorrer 7.000 millas náuticas, de Basilea a Sevilla y de allí a Nueva York pasando por numerosos puertos, y le valió incluso el reconocimiento Guinness por ser el primer barco de estas características en cruzar el Océano.

El sueño de cruzar el mar usando sólo la energía del Sol se hizo realidad gracias a la visión y los fondos donados por Daniela Schlettwein y su familia, a quien WWF España quiere mostrar su reconocimiento.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Copo de silicone é opção ecofriendly para ‘aqueles dias’


Usado na Europa e Estados Unidos, aparato substitui o absorvente higiênico convencional

13 de julho de 2010 | 17h 15
Carolina Spillari - estadao.com.br

Em lugar dos tradicionais absorventes descartáveis, utilizados pela grande maioria das mulheres no período menstrual, mas que levam cem anos para se decompor na natureza, as europeias e norte-americanas vêm adotando os copinhos de silicone, usados da mesma forma que os absorventes internos. Apesar da maioria das brasileiras ainda mostrar resistência, alguns especialistas destacam que a solução é limpa e, melhor, não agride o meio ambiente, contribuindo para reduzir o volume de lixo nos aterros sanitários.

"As brasileiras que moram lá fora (no exterior) acabam não usando por uma questão cultural", observa o ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein, Eduardo Zlotnik. Para o médico, o método é ótimo, por que você gera menos lixo. "A vantagem do copo é que a mulher pode tirar e lavar", diz ele.

No Brasil, o absorvente convecional é o mais consumido. O copinho causa a mesma surpresa que os absorventes internos, quando surgiram no mercado. As mulheres torcem o nariz. É o que conta a dançarina Patrícia Fox, de 42 anos. "Minhas amigas ficam interessadas, mas desconfiadas." Patrícia diz que qualquer mulher que trabalha fora de casa pode incluir o copo em sua rotina, desde que tenha uma pia para lavá-lo, após esvaziá-lo. Antes de começar a usar o copo, não se sentia bem ao descartar absorventes no lixo. "Quando descobri o copinho me senti muito mais leve", desabafa.

Mas a higiene do método e mesmo a necessidade premente de se evitar a poluição por absorventes higiêncos tradicionais estão longe de ser consenso. A fotógrafa Maíra Gross, 31 anos, usa os absorventes convencionais descartáveis e se diz satisfeita. "Não vejo um absorvente reutilizável como algo higiênico", diz. Para Maíra, antes do absorvente ser considerado como algo a ser reciclado, os lixos mais comuns - como o orgânico doméstico e os recicláveis, como papel e vidro - devem ser prioridade. E alfineta: "O uso de fraldas descartáveis deveria ser analisado antes."

No tempo da vovó

Há ainda quem defenda a volta dos paninhos, uma controvérsia tão grande como os reutilizáveis de silicone. Formada em medicina natural há cinco anos, Maíra Salomão alterna os panos com o copo interno. "É extremamente higiênico e muito mais prático para as mulheres que tem uma rotina intensa". Segundo Maíra, o copo tem o formato do cólo e se adapta melhor ao útero, diferente dos absorventes internos.

As marcas mais comuns usadas pelas americanas e europeias são o Mooncup (http://www.mooncup.co.uk/languages/pt/compre-o-agora/Brasil.html ), o DivaCup (http://www.divacup.com/), The Moon Keeper (http://www.keeper.com/), Fleurcup (http://fleurcup.com), Femmecup (http://www.femmecup.com), Ladycup (http://www.ladycup.eu/), Lunette (www.lunette.fi/pt/).

O médico Eduardo Zlotnik lembra que o uso de reutilizáveis é uma boa opção quando componentes dos absorventes descartáveis causam alergia. "É um detalhe que faz com que a gente peça para a paciente mudar de marca", acrescenta, lembrando que, nas classes de menor poder aquisitivo, isso não é possível. "Em classes menos favorecidas economicamente, a gente encontra muitas mulheres usando paninho. Não é barato para quem ganha um salário mínimo, e tem que sustentar uma família, gastar mais cinco reais por mês em absorvente", explica o ginecologista.

Para a fotógrafa Maíra Gross a volta ao pano talvez não seja a melhor solução. "Haveria mais consumo de água, o que não seria bom. Precisamos de uma solução mais abrangente", conclui.

Encontros sobre meio ambiente começam nesta quarta


Debates promovidos pela equipe do caderno Planeta, do Estadão, vão abordar temas como comportamento ‘verde’, lixo e Código Florestal

13 de julho de 2010 | 20h 00
Manuel Cunha Pinto e Karina Ninni - estadao.com.br

A partir de amanhã a série Encontros Estadão & Cultura promove três debates sobre temas relacionados ao meio ambiente na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Organizados pela equipe do caderno Planeta, os encontros acontecem nos dias 14, 15 e 16 - sempre às 12h30.

Nesta quarta-feira a discussão será sobre comportamento verde - a etiqueta do século XXI, com as debatedoras Lígia Krás (analista de tendências da Mindset/WGSN), Marussia Whately (arquiteta e ambientalista) e Beth Furtado (psicóloga, sócia da Alia Consultoria e Marketing).

Ligia Krás, 30 anos, é analista de tendências da Mindset/WGSN. Graduada em Antropologia Social pela Federal do Rio Grande do Sul, está há 2 anos e meio em SP.

"É muito importante participar do evento, tanto pelas pessoas envolvidas como pelo tema, muito pertinente. A tendência da sustentabilidade está muito mais presente na teoria do que na prática das pessoas no cotidiano", acredita Krás, que há pelo menos dez anos só compra roupas em brechó e acha que, se as pessoas acabarem com o preconceito em relação a eles, a produção desenfreada de roupas pode diminuir . "Existe ainda algum preconceito sobre a questão ambiental, muitas pessoas ainda conectam preocupações ambientais com a figura do ecochato". Segundo Krás, a sustentabilidade não é uma "modinha que vai vai passar".

Na quinta, o debate será sobre lixo - nova legislação e coleta seletiva, com os debatedores Denis Russo Bugierman (jornalista e editor do blog Isso não é normal), Luiz Gonzaga Alves Pereira (presidente da Loga Logística Ambiental) e Sergio Luis Mendonça Alves (Secretário Adjunto e Diretor do Departamento de Limpeza Urbana – Limpurb).

Editor-chefe do Isso não é normal (site de discussão sobre o modelo urbano de São Paulo) e diretor de informação da Webcitzen, empresa de que propõe estimular o engajamento cívico e aproximar cidadãos, Bugierman é ex-diretor de redação da Superinteressante.


Ele pretende fazer uma reflexão sobre qual o sistema de coleta de lixo que a cidade de São Paulo precisa. "O que temos hoje é um sistema tosco, criado para uma cidade de terceiro mundo", diz o jornalista.

Bugierman quer fomentar uma 'provocação sadia' ao abrodar o tema. "Quem é responsável por seu próprio lixo com o atual sistema?", questiona, afirmando que em outras cidades do mundo, as pessoas são responsabilizadas pelo próprio lixo de alguma forma, pois as autoridades definem um sistema mais prático, lógico e lucrativo para as coletas. "Aqui há um sistema viciado do início ao fim", afirma, ao dizer que a cidade já se ergueu jogando lixo nos rios. "A sociedade não quer saber de lixo, e consequentemente, as autoridades não dão o devido valor ao tema, porque é impopular", conclui.


Reforma e polêmica

Na sexta, dia 16, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB - SP) debate o tema Código Florestal - reforma e polêmica com dois ambientalistas - entre eles Roberto Smeraldi (diretor da ONG Amigos da Terra Amazônia Brasileira) . Rebelo foi o relator do controverso substitutivo aprovado recentemente na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que desagradou ambientalistas e atiçou a disputa entre a bancada "verde" e a bancada ruralista.

Os debates acontecem no Auditório Eva Hertz, na Avenida Paulista, 2073, com entrada gratuita. As vagas serão limitadas por ordem de chegada. Quem perder os eventos ainda poderá acompanhá-los pela cobertura especial do programa Planeta Eldorado, da Rádio Eldorado, que vai ao ar no final de semana, ou acessar o conteúdo dos debates pelo http://www.territorioeldorado.com.br/.

Na sexta-feira, a Rádio Eldorado vai transmitir flashes ao vivo do encontro sobre Código Florestal. Também será possível acompanhar as discussões pelo Twitter.

Confira a agenda dos eventos:

Quarta, 14/7: COMPORTAMENTO VERDE – a etiqueta do século 21

Mediador: Rodrigo Villela (editor)

Debatedores: Ligia Krás (analista de tendências, Mindset/WGSN)

Marussia Whately (arquiteta e ambientalista) e

Beth Furtado (psicóloga, sócia da Alia Consultoria e Marketing)

Quinta, 15/7: LIXO – nova legislação e coleta seletiva

Mediadora: Luciana Garbin (editora do caderno Metrópole, do Estadão)

Debatedores: Denis Russo Bugierman (jornalista e editor do blog Isso não é normal)

Luiz Gonzaga Alves Pereira (presidente da Loga Logística Ambiental) e

Sergio Luis Mendonça Alves (Secretário Adjunto e Diretor do Departamento de Limpeza Urbana – Limpurb)

Sexta, 16/7: CÓDIGO FLORESTAL – reforma e polêmica

Mediador: Marcos Guterman (editor da primeira página do Estadão)

Debatedores: Aldo Rebelo (deputado federal pelo PCdoB, relator da Comissão Especial do Código Florestal)

Rafael Cruz (Coordenador da Campanha pelo Código Florestal do Greenpeace) e

Roberto Smeraldi (Diretor da ONG Amigos da Terra Amazônia Brasileira)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Otro desastre negro:

1 May 2010
Escrito por: wwf el 01 May 2010 - URL Permanente


Por Juan Carlos del Olmo.

Juan Carlos del Olmo, Secretario General de WWF España, lleva más de 20 años luchando por la conservación de la naturaleza. Este blog analiza la actualidad ambiental desde la mirada crítica del panda.


De nuevo, el petróleo es protagonista de la que con toda probabilidad será una de las mayores catástrofes ambientales en el medio marino. Las imágenes de petróleo ardiendo en las aguas nos recuerdan, una vez más, los enormes riesgos de la explotación de petróleo y gas para el medio ambiente y el bienestar económico de las regiones costeras mientras que los satélites nos muestran con claridad estremecedora cómo la mancha provocada tras la explosión de una plataforma petrolífera frente al Golfo de México llega a las costas estadounidenses.

Nadie puede calcular la magnitud del desastre, pero sin duda estamos ante una situación crítica que contaminará zonas de un extraordinario valor ambiental durante décadas. Veremos cómo evoluciona en los próximos días y semanas. La petrolera BP, que gestiona la plataforma, ha anunciado que se hará responsable de la limpieza y que pagará las reclamaciones de las personas afectadas, pero ¿quién cuantificará el valor de los ecosistemas afectados y quién pagará por estos daños?

Mientras tanto, es inevitable pensar que el impacto ambiental sería incluso mucho mayor si este vertido hubiera tenido lugar en el remoto entorno del Ártico, donde la severidad de las tormentas y el grosor del hielo imposibilitarían la respuesta a un vertido, aunque fuera de menor magnitud. Por ello, el plan anunciado por Obama el pasado mes de marzo que abre las puertas a nuevas prospecciones no sólo en el Golfo de México sino en la costa atlántica estadounidense y en Alaska disparó todas las alarmas. Ahora parece que, en el fragor de la respuesta a este desastre, la Casa Blanca anuncia la congelación de esos planes.

Esperemos que sea así, y que se retiren los permisos de explotación petrolífera en el Ártico previstos para julio de este año, aún pendientes de la aprobación del informe de impacto ambiental. Aún más, el accidente de esta plataforma debería suponer de forma inmediata la paralización de la explotación de gas y petróleo en las aguas del Ártico. Y la cancelación de las licencias de explotación en los mares Beaufort y Chukchi, que fueron aprobadas durante la administración Bush.

Han pasado más de dos décadas desde que se produjo la catástrofe del Exxon Valdez, que liberó 40 millones de litros de petróleo en las aguas cristalinas del golfo del Príncipe Guillermo (Alaska, EEUU), acabando con la vida de millones de animales marinos y aves. Los efectos devastadores de esta catástrofe continúan dejándose sentir hasta hoy.

¿Cuándo vamos a aprender la lección? ¿Va a replantearse Obama de una vez por todas la adicción de Estados Unidos al petróleo y poner en marcha de verdad un nuevo modelo energético que minimice estos riesgos?

terça-feira, 4 de maio de 2010

A mudança urgente do modelo econômico:


A postagem de hoje pegará emprestado as idéias do britânico Jonathon Porritt, diretor fundador do Forum for Future, uma instituição não-lucrativa para o desenvolvimento sutentável. Porritt é membro do Green Party e, até há pouco tempo, foi presidente da Comissão de Desenvolvimento Sustentável, nomeada pelo governo britânico, onde assumiu posições muito críticas em relação às políticas de Gordon Brown. Desafiante e crítico, este inglês de 59 anos, foi muito claro ao afirmar que

" O Mundo está no caminho errado, e para ganharmos a batalha da sustentabilidade vamos ter de repensar o nosso modelo econômico, o nosso modelo de progresso"

É precisamente agora, em tempos de crise econômica, que se apresenta o momento certo para mudarmos o caminho.
Consciente de que o ambiente encontra-se na encruzilhada, Jonathon Porritt anda dizendo que nunca sairemos dessa encruzilhada sem uma"ética global" e sem que resolvamos o problema da economia.
Ele dá como exemplo a convicção do governo britânico de que é preciso aumentar o crescimento econômico, apostando também na redução das emissões de gases.
Porritt põe completamente em causa esta crença no crescimento, sem nenhuma consequência, e acrescenta que Gordon Brown ao escrever na Newsweek - na ocasião da Conferência de Copenhague -, "temos poucas semanas para salvar o mundo", estava fazendo retórica diplomática.
Como é possível acreditarmos que teremos 9 bilhões de pessoas numa economia em crescimento, a consumir avidamente, e que vamos reduzir 80% das nossas emissões? - a meta traçada para 2050.
Referindo-nos aqui ao resultado de Copenhague acrescentamos que fez parte do "negócio" lá acertado nunca por em causa o modelo de governanança ou desafiar a natureza do modelo econômico porque eles são "sagrados".
Como já falamos em ocasiões anteriores, falarmos de alterações climáticas enquanto questão ambiental é não percebermos nada do que está em causa.
Concordamos com as conclusões de Porritt, que essa mesma alteração climática pode ter sido uma das melhores coisas que nos aconteceram. As alterações do clima vão forçar-nos a mexer, a dar-nos conta da "armadilha" que foi montada nos últimos 50 anos e a repensarmos, mais fundo em cada ser humano, como vamos poder sair dela.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Preservar os Oceanos:


"Vivemos num planeta aquático e, se queremos sobreviver, teremos que tratar os graves problemas de recursos que os oceanos enfrentam."

É desse modo que Julie Packard, bióloga e diretora do Aquário de Monterey Bay, alerta para a necessidade de definir um rumo para o futuro dos oceanos, o principal motor dos sistemas naturais que sustentam a vida humana.
Na verdade, os oceanos cobrem a maior parte do planeta, fornecem alimentos, os seus ecos-sistemas geram uma quantidade considerável de oxigênio que permite a existência da vida no planeta, garantindo formas de transporte e benefícios econômicos fundamentais.
Só que, em virtude das necessidades de uma população em crescimento e de uma economia em expansão, a saúde dos oceanos e seus recuros foram seriamente afetados.
As principais fontes poluidoras são conhecidas: o azoto, proveniente da indústria de fertilizantes, o carbono, os metais pesados, assim como muitos outros produtos tóxicos.
Por outro lado o homem introduziu também várias espécies invasivas - usadas por exemplo na alimentação em pisciculturas -, que tem vindo a afetar os ecossistemas naturais.
Mais um dos problemas fundamentais a que a autora da frase introdutória dessa postagem aponta o dedo, prende-se com a pesca desenfreada, que ameaça algumas espécies de extinção e cujo o método operacional gera a captura de espécies que não são consumidas e que representam cerca de 25% da pesca total.
Com as reservas pesqueiras em colapso, as zonas húmidas costeiras a desaparecer e as zonas "mortas" dos oceanos em expansão, são muitos os problemas que iremos enfrentar.
Os oceanos constituem uma parte central do problema global do ambiente e também uma parte central da solução. Porque, por exemplo, absorvem diariamente 22 milhões de toneladas de dióxido de carbono do calor.

"Temos que extrair menos do mar e encontrar novas formas de pescar " Packard.

Sublinhamos a importância de uma mudança de atitude baseada no respeito pelos sistemas naturais. Para tal, defendemos:

  • A criação de áreas marinhas protegidas
  • O fim da pesca em larga escala e das capturas desperdiçadas
  • A abolição dos subsídios estatais à pesca
  • A redução global da poluição
Apesar de reconhecermos que na década que passou, governos e cidadãos de todo o globo deram alguns passos no sentido de inverter essas tendências, a questão que levantamos aqui é a de sabermos se estas iniciativas chegarão a tempo.
Estudos de opinião recentes mostram que a comunidade global esta cada vez mais preocupada com o futuro do ambiente. O desafio deve agora ser converter estas preocupações em atos concretos em proveito do oceano.
Embora tímidos, passos já foram dados para fazer face a esta situação através da criação de algumas áreas marinhas protegidas (embora correspondam apenas 1% da área total dos oceanos) e do surgimento de modos de pesca sustentável praticados por algumas empresas pesqueiras e cujos os produtos são vendidos com certificação. Iniciativas ainda escassas mas que revelam já uma mudança de atitude e de que as medidas implementadas - plano de proteção dos oceanos, planos de educação ambiental, turismo baseado nos recursos naturais -, constituem um importante exemplo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ecologia da Existência:


"Consumimos hoje três vezes mais do que nos anos 60, mas seremos três vezes mais felizes?",
questionou Lipovetsky. A esperança de vida aumentou, as nossas condições materiais melhoraram, temos mais liberdade, mas os inquéritos que fazemos hoje em dia sugerem que não somos mais felizes.
Referindo com ceticismo as teorias New Age, que "com suas fórmulas mágicas veiculam ingenuidade e falsas promessas" o filósofo citado acima apontou a nossa impotência para controlar a felicidade, recorrendo a Rousseau para defender a natureza do Homem como Ser Relacional, que precisa dos outros para ser feliz.
Gilles Lipovetsky faz a ressalva de que o alvo das suas críticas não é o consumo, mas sim o excesso de consumo:
"O consumo deverá ser um meio, e não um fim em si".

O problema reside na capacidade de inverter a "paixão consumista": é preciso outra paixão, motivar as pessoas para outros objetivos para além do consumo, que não passa de um "paraíso passageiro".
Podemos falar assim de uma "ecologia da existência", de novos modos de educação e de trabalho que permitam relativizar o universo do consumo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A escalada consumista:

Segundo Gilles Lipovetsky, autor de obras emblemáticas como A Era do Vazio e a A Felicidade Paradoxal, já não podemos falar de sociedade de massas. Esse é o ponto de partida de nossa reflexão para o dia de hoje. Um um outro título para a postagem poderia ser "A felicidade na sociedade de hiperconsumo".
Esse fílósofo francês, também autor do conceito de "hiper-modernismo", explicou que desde o final dos anos 70 assistimos à emergência de uma sociedade de hiperconsumo, em que "o consumo não é linear, é dessincronizado, havendo uma utilização personalizada dos objetos e serviços".
Isso explica porque os padrões de consumo deixaram de obedecer à cultura de classes - um conformismo que desapareceu. Ainda que a desigualdade econômicas se mantenham, agora todas as pessoas têm as mesmas aspirações. Disso, diz esse autor " é reflexo a mundialização da da contrafacção", referindo ao fato de todos quererem consumir produtos de marca.
Lipovetsky acredita que a escalada consumista é imparável e que o consumo não será afetado pela crise econômica. O hiper-consumo funciona como uma "espiral interminável", em que o consumidor é motivado não só pela procura de estatuto e de prestígio, mas pelo seu proveito pessoal. O consumo funciona cada vez mais como uma "viagem", uma evasão da banalidade do quotidiano. "Depois há uma obsessão com a novidade ... e uma legitimação da cultura hedonista".
Podemos fazer tudo o que desejarmos, embora o preço a pagar seja a ansiedade. E parar compensar esse mal-estar... consumimos. Consumimos em contínuo, em qualquer lugar, a qualquer hora: o consumidor é nômade, imprevisível, o hiper-consumo transformou o tempo social. Já não estamos numa lógica de quantidade, nas sim de exigência de qualidade, e "é esta nova cultura de bem-estar que a crise não vai afetar", diz Lipovetsky.
A sociedade de hiper-consumo é cega, devastadora e suicida: põe em perigo as gerações futuras. mas, como temos afirmado aqui neste blog, temos que mudar algo como o modelo energético, não, tão somente, os nossos padrões de consumo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Seremos 9 bilhões:


É hora de falarmos das alterações climáticas como força decisiva global. Sempre lamentamos o fato de, normalmente, só agirmos depois que acontecem os desastres.
Apontamos hoje aqui o crescimento da população mundial - que se prevê atingir os 9 bilhões de pessoas no ano de 2040 - como fator decisivo na dinâmica entre vários desafios para o século XXI, tais como a escassez de água, os recursos energéticos, a saúde e o desenvolvimento.
Relativo à produção de alimentos, defendem alguns, sabendo ser ser uma tese polêmica, a biotecnologia aplicada à agricultura, nomeadamente o desenvolvimento de cereais geneticamente modificados, para através de novas práticas possam ser satisfeitas as necessidades a nível mundial.
Cremos que tais teses referem-se ao problema da fome que subsiste com intensidade em alguns países africanos - só como exemplo.
A evolução das temperaturas globais é outro dos tópicos que aparecem em quase todas análises atuais. Alguns cientístas tem chamado a nossa atenção para os ciclos naturais da terra, que alterna períodos de glaciação com períodos de aquecimento, sendo que a comunidade humana começou a interferir nestes ciclos desde a Revolução Industrial. Mostram com os resultados dos seus trabalhos, que o período de aquecimento que estamos a viver está a demorar passar.
Com o que estamos lendo, cremos que já podemos postar aqui um aviso:

"80% das nossas cidades podem vir a estar submersas."

O que é mais grave é que soluções locais não resolvem problemas globais. Como vimos na conferência de Copenhague, não é fácil falarmos de acordo global: níveis de estabilização globais das emissões de gases com efeito de estufa e metas nacionais acordadas; substituir a dependência do carbono por outro recurso energético; e a transferência de tecnologia, bem como estratégias de adaptação, para os países em desenvolvimento.
Finalizamos a nossa postagem de hoje alertando para a questão da nossa dependência maciça dos combustíveis fósseis e da necessidade de uma mudança de paradigma, que exige uma resposta coletiva, uma governança global e um consumo sustentável.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Crise Global do Ambiente: o que significa


É hora de voltarmos nossa atenção na direção da natureza da crise do Ambiente e nas questões que nos devemos colocar para melhor entendê-la, realçando o seu caráter único, que a distingue de todas as outras crises: a sua dimensão planetária; a sua irreversibilidade e entropia; a sua aceleração cumulativa; e o fato de causar uma crescente instabilidade política e social e gerar uma dívida ontológica, que irá sobrecarregar as gerações futuras.
As alterações climáticas e a biodiversidade deverão ser as prioridades para todos os governos da terra, tendo na cooperação internacional o meio para se encontrar soluções à escala global.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O ambiente na encruzilhada - por um futuro sustentável:


Inciamos hoje uma remessa de alguns pequenos artigos onde faremos uma reflexão sobre o ambiente, servindo-nos de falas de diferentes especialistas, que indentificarão os pontos críticos e proporão medidas aos diferentes atores da política ambiental - governos, organizações internacionais, empresas, ONG's e cidadãos.
Os focos temáticos desses textos serão constituídos, em particular, pelas alterações climáticas e pela água, sobretudo pelas suas articulações e interdependências.
Abordaremos as diferentes facetas da crise global do ambiente, procurando determinar os equilíbrios fundamentais para um mundo mais sustentável. Isso porque cremos que questões relacionadas com a biodiversidade, a agricultura, a felicidade e a sociedade do hiperconsumo, o estado do ambiente e o desenvolvimento econômico e as mudanças políticas, acabam sendo peças do mesmo quebra-cabeça que tem como imagem um o futuro mais promissor e ambientalmente equilibrado.
É nosso pensamento que mais do que de acordos, o mundo precisa de uma solução. Conforme disse Emílio Rui Vilar - presidente da Fundação Calouste Gulbernkian, trata-se de "um desafio para a nossa inteligência e para a nossa vontade". Aprovamos suas palavras acerca da atual crise econômica que, em sua opinião, "em vez de contrariar a mudança para uma sociedade mais sustentável, pode e deve ser entendida como uma oportunidade para catalisar uma profunda e necessária mudança de modelos".
Defendemos essa mudança e acrescentamos que ela deve passar também pela alteração ao nível do espírito humano, local onde são travadas todas as batalhas decisivas: compreender, assumir e agir - afirmando o que diz o filósofo Gilles Lipovetsky que defende uma "ecologia do espírito".

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bibliografia utilizada nas postagens de fundação do blog: - Livros, Estudos, Artigos e Documentos Diversos 07:

FURTADO, Celso - O mito do desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1974.




GALEANO, Eduardo - As veias abertas da América Latina. 8ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979.



GALLAZZI, Ana maria Rizzante - "E Javé passeava pelo jardim(Gn 3,8)" in Estudos Bíblicos. Petrópolis e São Leopoldo, Vozes/Sinodal, 38:29-38, 1993.




GALLO, J. I. H. - O mito da explosão demográfica. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1970.




GEWIRTH, Alan - "Ethics" in Encyclopaedia Britannica, v. VI. pp. 570-571, 1987.



GREEN, Ronald M. - "Morality and Religion" in ELIADE, Mircea (ed) - The Encyclopaedia of Religions. New York, Macmillan, 1987 Vol X, pp. 92-106.




GUATTARI, F. - As três Ecologias. Campinas, Papirus, 1988.




GUDYNAS, Eduardo - "O Movimento Ambientalista Latino-Americano: múltiplas sementes de mudança" in Revista Eclesiástica Brasileira. Petrópolis, 52 (205): 45-63, março 1992.
GUDYNAS, Eduardo - "Ética Ambiente e ecologia: uma crise entrelaçada" in Revista Eclesiástica Brasileira. Petrópolis, 52 (205): 64-74, março 1992.




HUECK, K. - As florestas da América do Sul. São Paulo, Editora Polígono, 1972.





HUGON, Paul - História das doutrinas econômicas, 13ª ed. São Paulo, Editora Atlas, 1973.




HULTZKRANTZ, Ake - "Ecology" in Encyclopedia of Religions. New York, Macmillan, 1987, v.IV pp. 581-585.




HUYGHE, René e IKEDA, Daisaku - A noite clama pela alvorada. Rio de Janeiro, Record, sd.




Publicar postagem
INSTITUTO DIOCESANO DE ENSINO SUPERIOR DE WURZBURG - Teologia para o Cristão de Hoje. São Paulo, Edições Loyola 1976 Vol.III




IRRIARTE, Lázaro O. F. M. - História Franciscana. Petrópolis, Vozes/CEFEPAL, 1985.
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KAUFMAN, Gordon D. - "A Problem for Theology: The Concept of Nature" in Harvard Theological Rewiew, 65:337-366, 1972.





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MORA, José Ferrater - Dicionário de Filosofia. 5ª ed., 2ª reimp. Buenos Aires, Editorial Sudamericana, 1971 2Vs.




MORAN, Emilio F. - A Ecologia Humana das Populações da Amazônia. Petrópolis, Vozes, 1982.




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